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segunda-feira, 18 de março de 2013

As armadilhas estão de volta no mar. CUIDADO!

Foto: Arquivo da ONG maRSeguro
A Federação Gaúcha de Surf (FGSurf) alerta que nesta sexta-feira (15/03) será liberada a pesca com redes e cabos fixos no litoral do Rio Grande do Sul em espaços definidos, conforme decreto do Governo do Estado. Os atletas devem procurar as áreas destinadas a práticas esportivas para surfar, minimizando assim os riscos aos surfistas.

Alertamos que cabe a população pressionar os órgãos públicos para sinalizarem as áreas de pesca e as destinadas a pratica esportiva. “Infelizmente ainda não temos uma costa protegida, que não ofereça riscos aos surfistas. Todo o cuidado é pouco antes de entrar no mar, é aconselhável nunca surfar sozinho, caminhar na orla para ver se a área está realmente livre de cabos e redes, e somente entrar no mar quando o mesmo apresentar condições favoráveis a pratica esportiva. Nunca esqueça que você não é um super-herói, é preciso ter cuidado e prevenir para que não cheguemos a 50ª vítima das redes de pesca”, apontou Orlando Carvalho, presidente da FGSurf.

Para denunciar alguma rede em área irregular, comunique a Brigada Militar, através da Patram, e alerte a FGSurf através do e-mail orlandocarvalho@fgsurf.com.br ou do telefone 51 78126317, que monitorará sua denuncia, além de auxiliar na retirada do material irregular.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Luta pela segurança no mar

Ouça o apelo de quem já perdeu seus entes queridos. A luta pela segurança no mar depende de todos nós, e isto está muito acima da nossa participação ativa na internet. Precisamos agir e mudar a raiz do problema, que infelizmente é uma questão cultural. Vá a praia, quando ver redes faça fotos, nos mande, questione! Precisamos agir, o inverno está aí e as redes estão todas no mar. ATENÇÃO surfistas.

Antes de entrar na água, analise a direção da corrente e percorra a área de surf, olhando atentamente para o mar.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Surfista, não invada a área de pesca!?!?


Como é de conhecimento de todos, considerando o grande espaço oferecido pela mídia à questão, nosso Estado apresenta a impressionante marca de quarenta e nove esportistas, em sua maioria surfistas, que perderam a vida presos a redes de cabo fixo instaladas no mar, desde o ano de 1983. Não há engano: quase meia centena de vidas ceifadas por instrumentos antiquados de pesca, em local de uso comum do povo, e que, na quase totalidade dos incidentes, não estavam identificados, nem cadastrados, nem sinalizados – nem as redes, nem as áreas de pesca. Mais gravemente ainda, não são poucas as mortes de surfistas por redes de pesca instaladas em áreas destinadas ao lazer e ao surfe. A todas as famílias das vítimas, resta somente a dor e a luta para que as tragédias não se repitam com mais pessoas. Buscar a responsabilização de quem causou as mortes é impossível: as redes não têm dono. Não, pelo menos, nas horas trágicas. Essa é uma revoltante série de homicídios sem autor, e, por consequência, sem hipótese de responsabilização. Sem justiça.

A Legislação Estadual, contudo e paradoxalmente, não deixa de regular o tema da demarcação das áreas de pesca e surfe. A lei nº 8676, já em 1988, determinou a obrigatoriedade de demarcação das áreas de pesca, lazer ou recreação, nos municípios com orla marítima, lacustre ou fluvial. Em 13 de janeiro de 2011, pouco mais de dois meses após a morte de Thiago Rufatto, e certamente com influência decisiva do clamor gerado por esse incidente, foi publicada a Lei nº 13.660, que alterou a lei nº 8676, estendendo as áreas de surf para, no mínimo, 2.100 metros. A nova lei também prevê que, quando as condições meteorológicas não forem recomendadas para a prática do surf, a Defesa Civil do Estado prestará informações pelos meios de comunicação. E, por fim, e quiçá mais importante, o parágrafo 5º do art. 1º da lei 13.660 estabelece, verbis: § 5º - Caberá aos órgãos públicos competentes a sinalização das áreas referidas no “caput” deste artigo.”.

Diante desses fatos, e tendo em vista o imensurável valor de uma vida humana, nós, do Instituto Thiago Rufatto, consideramos o seguinte sobre a peça publicitária abaixo, instalada na RS-389, a Estrada do Mar:


  - A frase “Surfista, não invada a área de pesca” ficaria bem melhor contextualizada se as áreas de pesca fossem efetivamente demarcadas, se houvesse um padrão de sinalização, se a fiscalização atuasse de maneira proativa ao invés de somente atender a chamados dos cidadãos, e, se as redes fossem identificadas quanto à sua localização e quanto a seus proprietários, o que demonstraria o mínimo de organização da atividade de pesca em âmbito estadual, deixando de tolerar a instalação constante e inadvertida de literais armadilhas humanas.

- A colocação de uma rede de pesca na peça publicitária constitui, mesmo que não fosse essa a intenção dos criadores, um verdadeiro escárnio a 49 famílias e inúmeros outros cidadãos que perderam parentes ou amigos de forma absurda. Se o propósito da peça era criar consciência, acreditamos que havia outras maneiras até mais veementes que não requereriam uma referência tão crua à pesca de seres humanos, especialmente em uma campanha de autoria do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Não estamos entrando no mérito técnico de elaboração das peças, mas, como cidadãos que pagam impostos, conhecem seus deveres e têm direitos, sentimo-nos extremamente desrespeitados diante de tal inversão da realidade com a chancela do Estado.

Mesmo considerando a vulnerabilidade indescritivelmente maior dos surfistas às redes do que das redes aos surfistas, nosso protesto não reside somente aí. Esta luta não é nem pode ser entre chimangos e maragatos. É do desenvolvimento contra o atraso. Entretanto, temos plena consciência de que a pesca      com redes de cabo fixo faz parte de uma tradição regional. Por isso, nossas manifestações são reiteradas em dois sentidos:

a) Que haja o maior nível de segurança possível dentro das condições atuais (ainda com as redes de cabo fixo) para estancar a ocorrência de tragédias.

b) Que, simultaneamente às medidas do item anterior, exista uma real e ágil política pública de transição da prática atual para outros métodos de pesca que sejam mais modernos e rentáveis a quem depende deles para viver, e, fundamentalmente, mais seguros à população e aos praticantes de esportes no mar, sem a menor possibilidade de causar mortes como presentemente ocorre. Dessa forma, ao invés de fomentar, em uma manifestação publicitária, o antagonismo entre surfistas e pescadores que usam as antiquadas redes atuais, o Governo tem por obrigação, antes de transmitir a mensagem do outdoor, proporcionar e exigir dos municípios, primeiramente, sinalização e fiscalização efetivas, padronizada e condizente com o perigo que se apresenta, e, numa perspectiva de realmente resolver a questão, incentivar pesquisa e investimento em formas alternativas de pesca aos métodos atualmente empregados no Rio Grande do Sul. Uma simples pesquisa na internet pela palavra “aquicultura” (popularmente “fazenda de peixes à beira-mar”) demonstra que nosso ideal de eliminação definitiva das redes não busca, em momento nenhum, impedir o sustento dos pescadores, mas sim que haja esforços definitivos para qualificar sua atividade, gerando segurança e desenvolvimento para todos os cidadãos que usufruem do mar.

Portanto, se é verdade que a peça publicitária aqui discutida demonstra, sob certo aspecto, preocupação do Estado com a questão das redes, o que também pudemos perceber durante a Operação Golfinho desta temporada, está clarividente a falta de compreensão dos outros muitos aspectos da gravíssima situação da tutela estatal da atividade de pesca com redes de cabo fixo, a quase inexistência de sinalização e a absurda falta de fiscalização, sem esquecer, ainda, da falta de investimento em formas alternativas de pesca aos métodos atualmente empregados, que traria fim a essa série de perdas, proporcionaria maior desenvolvimento econômico e social, e pela qual nossa luta persistirá até que o objetivo seja atingido.

Texto desenvolvido por componentes do Instituto Thiago Rufatto.

Morte em redes de pesca não é mais exclusividade do RS





Mais uma morte em redes de pesca, desta vez a tragédia atravessou as fronteira e foi parar na região de Barra do Saí – divisa entre o Paraná e Santa Catarina. 

No dia 2 de fevereiro deste ano, por volta das 18 horas Renata Turra Grechinski, 23 anos, de Curitiba, teria ido surfar com alguns amigos na região da Barra do Saí Segundo o Corpo de Bombeiros, os amigos viram Renata se afogando, tentaram ajudá-la, mas não conseguiram, pois ela teria enroscado a prancha em algum objeto ao fundo do mar. Os slava-vidas foram então acionados, mas após algumas tentativas de reanimação, ela acabou morrendo. 

Segue abaixo carta de de Virgílio de Matos encaminhada a Ministra Gleisi Hoffmann que assumiu a Casa Civil em substituição à Antônio Palocci e assim como Renata é natural de Curitiba. 

Prezada Ministra Gleisi, participo de uma ONG no Rio Grande do Sul, chamada maRSeguro, que luta pela segurança de surfistas no Litoral Gaúcho, onde desde 1983 já ocorreram 49 mortes em redes de pesca ilegais, familiares das vítimas lutam pela Lei Estadual, existente, que seja cumprida, mas hoje tivemos a visita de uma Mãe, Sra. Lucile, que perdeu sua filha de 23 anos, a surfista Renata Turra Grechinski, sua conterrânea de Curitiba, que afogou-se numa rede de pesca, quando surfava na Praia de Coroados, Litoral Sul do Paraná. Precisamos URGENTE da sua ajuda, para criarmos uma Legislação Federal



Obrigado pela atenção.


Virgilio, Porto Alegre-RS 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Áreas de Surf Sinalizadas no município de Imbé





Na ultima sexta feira dia 2 de dezembro de 2011 foram instaladas na orla do município de Imbé-RS placas que sinalizam as áreas reservadas a prática do surf, recebemos da secretaria do meio ambiente do município um mapa com estas áreas bem como a legislação que segue nesta página: 

No caso de encontrar algum tipo de cabo, rede ou outro artefato em desacordo com a lei, deverá acionar a Federação Gaúcha de Surf através do telefone 51 78126317 

LEI Nº 1328, DE 12 DE SETEMBRO DE 2011. 

"DEMARCA ÁREA PARA PRÁTICA DE SURF E PESCA NO MUNICÍPIO DE IMBÉ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.” 

O POVO DO MUNICÍPIO DE IMBÉ, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR SEUS REPRESENTANTES NA CÂMARA MUNICIPAL APROVOU, E EU, PREFEITO MUNICIPAL, EM SEU NOME SANCIONO A SEGUINTE, 

L E I : 

Art. 1º - A presente Lei define as áreas destinadas à pesca, pratica de surfe e outras atividades correlatas na Orla Marítima do Município de Imbé. 

Art. 2º - Fica estabelecida Área Especial compreendida entre a divisa com o Município de Imbé com o Município de Tramandaí, no centro do Rio Tramandaí, seguindo em direção ao Norte até o alinhamento central da Rua Bento Gonçalves com extensão aproximada de 380,00m. 

§ 1º – Nesta área é proibida a pesca e a prática de surf, bem como colocação de redes de qualquer tipo. Fica permitida nesta área apenas a pesca de tarrafa ou caniços. 

§ 2º - Esta área destina-se à saída de embarcações pelo canal do Rio Tramandaí. 

Art. 3º - Ficam estabelecidas, no Município de Imbé, as seguintes áreas exclusivas para a prática de surfe: 

a) Área de Surfe I – Com início no alinhamento central da Rua Bento Gonçalves, no Centro de Imbé, com término em frente à Rua Tancredo Neves no Balneário Presidente, com extensão aproximada de 2.150,00m. 

b) Área de Surfe II – Com início no alinhamento central da Rua Quartzo, no Balneário Nordeste, com término à Rua Aloys Roth no Balneário Mariluz Plano B, com extensão aproximada de 2.100,00m 

Art. 4º - Ficam estabelecidas, no Município de Imbé, as seguintes áreas exclusivas para pesca: 

a) Área de Pesca I – Com início na Rua Tancredo Neves, no Balneário Presidente, e término na Rua Quartzo, com extensão aproximada de 1.950,00m.

b) Área de Pesca II – Com início na Rua Aloys Roth, no Balneário de Mariluz Plano B, e término na divisa com o Município de Osório, com extensão aproximada de 1.950,00m. 

§1º: As áreas de Pesca I e II destinam-se à pesca de rede com cabo e pesca com botes. 

§2º: Para a pesca embarcada (botes), a colocação das redes deverá ser feita a 500,00m da costa. 

§3º: A entrada e saída do veículo para colocação do bote para pesca poderá ser feita dentro da área reservada para o surfe. 

Art. 5º - Nas áreas de Pesca I e II não será permitida a pesca de rede com cabo durante o período de veraneio, entre 15 de dezembro a 15 de março. 

Art. 6º - A pesca amadora, que utilize linha, caniço e anzol, no período entre 15 de dezembro e 15 d março, será permitida nas áreas de pesca no horário das 19h às 9h do dia seguinte, ficando nos demais meses. 

Art. 7º - Fica destinada para banho toda a orla do Município. 

Art. 8º - Para prática de esportes náuticos fica destinada a mesma área de prática de surfe I. 

Parágrafo Único – Fica destinada nesta área a Rua Tancredo Neves para acesso de veículos na faixa de praia para descarga de material para prática de esportes náuticos; após os veículos deverão ser retirados da orla. 

Art. 9º - O Poder Executivo Municipal deverá adotar as devidas sinalizações nas áreas de que trata a presente Lei, com os seguintes critérios: 

I – Colocação de marcos de madeira com 5 metros de altura acima do nível da areia, com faixas horizontais de 50 cm de largura cada, nas cores vermelho e preto para áreas de pesca e amarelo e preto para áreas de surfe. Os marcos deverão conter em sua extremidade superior, setas indicando o sentido da área correspondente; 

II – Colocação de placas no alto dos postes sinalizadores conterão o desenho correspondente a atividade. Sua dimensão será de 100cm x 150cm; 

III – Será de responsabilidade do pescador a colocação de bóias vermelhas perto dos balancins das redes e no local onde se encontra a âncora da rede. Na praia será colocada uma haste com bandeira vermelha alinhada com as duas bóias da rede e placa com identificação do pescador, endereço e número do RGP (Registro Geral de Pesca). 

Art. 10º – Revogadas as disposições em contrário, especialmente as da Lei n° 1021 de 31 de maio de 2006. 

Art. 11º - Esta Lei passa a vigorar a partir da data de sua publicação. 

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE IMBÉ, em 12 de setembro de 2011. 

DARCY LUCIANO DIAS, Prefeito Municipal. 

REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE 

AILTON ANACLETO SANTANA, Secretário Municipal de Administração. 

LEI Nº 1339, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011. 

"ALTERA A ALÍNEA “B” DO ART. 4º DA LEI MUNICIPAL Nº 1.328, DE 12 DE SETEMBRO DE 2011, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.” 

O POVO DO MUNICÍPIO DE IMBÉ, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR SEUS REPRESENTANTES NA CÂMARA MUNICIPAL APROVOU, E EU, PREFEITO MUNICIPAL, EM SEU NOME SANCIONO A SEGUINTE, 

L E I : 

Art. 1º A alínea ”b” do art. 4º da Lei Municipal nº 1.328, de 12 de setembro de 2011, passa a vigorar com a seguinte redação: 

b) Área de Pesca II – Com início na Rua Aloys Roth, no Balneário Mariluz Plano B, e término na divisa com o Município de Osório, com extensão aproximada de 4.250,00m. 

Art. 2º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação 

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE IMBÉ, em 11 de outubro de 2011. 

DARCY LUCIANO DIAS, Prefeito Municipal. 

REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE 

AILTON ANACLETO SANTANA, Secretário Municipal de Administração.



Texto e fotos de Ondasdosul.com.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

GRÁFICO: O que fazer na hora do surfe para não ficar preso em cabos de pesca

Este ÓTIMO material, desenvolvido juntamente com Orlando Carvalho da FGSurf está publicado no ClicRBS Esportes. Clique na imagem abaixo e reconheça os artefatos que colocam a vida dos surfistas gaúchos em risco.

Parabéns a todos envolvidos por essa grande iniciativa.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Jornal da Band fala sobre as mortes em redes de cabo fixo no RS

O Jornal da Band, transmitiu na última terça-feira (08/08) uma matéria sobre as mortes de surfistas presos a redes de pesca no litoral gaúcho.

Gostaria de usar esse espaço para agradecer a todas pessoas que fizeram essa matéria acontecer, de uma forma ou de outra, mas principalmente ao amigo Emanuel Sava que teve a iniciativa, e um agradecimento especial ao Boechat, que foi muito atencioso com a nossa causa, levando o assunto ao Jornal da Band, em seu programa na Band News e também mandou uma nota para a revista IstoÉ.

Assista a reportagem:


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Audiência Pública em Imbé - Dia 20/06 as 15hs

Segunda feira, dia 20/06 as 15hs, haverá uma audiência pública na câmara de vereadores de Imbé, é importante que os surfistas compareçam em bom número para que possamos pressioná-los. Foto: Ondas do Sul

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Apreensão de redes de pesca ilegais

Durante uma operação de Fiscalização no Rio de Palmeres e na Lagoa do Casamento, na localidade de Palmares do Sul, que se estendeu do dia 05 de maio (quinta-feira) até a data de hoje, dia 09 de maio (segunda-feira), a Guarnição do Batalhão Ambiental do litoral, apreendeu em torno de quatro mil metros de redes, visto que não tinham licença para esta prática, bem como, as redes de pesca estavam fora da medida permitida, e efetuaram a prisão de dois indivíduos infratores, por porte de arma (uma espingarda calibre 22) e por terem em posse dois pássaros silvestres (Trinca ferro e um frade) sendo que um destes infratores fa tinha passagem pela polícia, com registro de três abigeatos praticados. Foi recolhido também, dois barcos, sendo um de fibra e outro de madeira, que estavam sendo utilizados para caça ilegal.




Os pássaros foram encaminhados ao zoológico de Sapucaia e os infratores foram autuados e responderão aos processos legais.

As redes e os barcos foram recolhidos para a sede da Polícia Ambiental da Brigada Militar de Osório.

Um Forte e Verde Abraço

TCel Tedesco

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Apreensão de redes e tarrafas pela Policia Ambiental

Policiais Militares do Batalhão Ambiental do Litoral Gaúcho realizaram neste ultimo fim de semana, várias operações de fiscalização de pesca ilegal em Mar e nas Lagoas de Cidreira, Pinhal, Palmares do Sul e Mostardas, tanto nas barreiras realizadas nas estradas, quanto nas operações embarcadas no mar, rios e lagoas foram recolhidas no total 23 redes de pesca, 09 tarrafas e 02 espinhéis, que ficavam instaladas tanto nas lagoas, quanto nas praias em áreas de banho e de surf, oferecendo riscos aos banhistas e aos praticantes de esportes aquáticos.





Todo o material foi recolhido ao quartel do Batalhão Ambiental de Osório, para as devidas providências Legais.

O Major Tedesco, Comandante do 1º Batalhão Ambiental, com sua área de ação em todo o Litoral Gaúcho, agradece o apoio da população, pois graças as denúncias direcionadas a Polícia Ambiental, se conseguiu localizar estes crimes ambientais.

Um Forte e Verde Abraço
Major Tedesco
Cmt do 1º Btl Ambiental BM

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Amigos(as) Sabado 05/02 a ONG MARSEGURO - INSTITUTO THIAGO RUFATTO fará uma mobilização na Plataforma de Atlântida as 11hs, nossa luta é por um Mar Seguro, sem Redes na Praia, Salva Vidas o ano todo, Jet Skys á disposição dos Salva Vidas, Utis Móveis, queremos um minimo de qualidade e segurança no nosso Litoral.
Venha junte-se à nós!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ONG maRSeguro cede entrevista ao canal de TV Woohoo

Entrevista cedida por Virgílio Mattos ao canal de esportes radicais Woohoo, em nome do Instituto Thiago Rufatto, ONG maRSeguro. O principal ponto da entrevista fala sobre a ampliação da área mínima de surf no litoral gaúcho que passa de 400m para 2.100m.

Parabéns a todos envolvidos na ONG por mais este grande passo.

E não esqueça de acompanhar as redes do Instituto Thiago Rufatto em:

Blog: http://ong-marseguro.blogspot.com/
E-mail: ong.marseguro@gmail.com
Twitter: @ongmaRSeguro
Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001876341538
Página oficial no Facebook: http://www.facebook.com/pages/ONG-maRSeguro/126351294090779
Perfil no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12672063453025829710
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108734396
Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/ongmaRSeguro

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mais de 2km de redes apreendidas

Segundo se vê na matéria de ZH abaixo, há muita fiscalização da PATRAM sobre redes ilegais de pesca, assim peixes e camarões estão a salvo ... Quanto a fiscalização das redes ilegais que matam seres humanos no mar ... Quem sabe um dia o poder público dê aos surfistas e banhistas o mesmo tratamento dado aos peixes e crustáceos ... Quem sabe um dia os salva-vidas serão selecionados pela sua capacidade em salvar pessoas e não eliminados por usarem tatuagens.... Quem sabe um dia... mas não perdemos as esperanças Governador Tarso.

Abaixo matéria da ZH:

Mais de 2km de redes de pesca irregular já foram apreendidos no Litoral Norte.

Pesca está proibida desde novembro e volta a ser permitida no final deste mês na região

Desde o começo da temporada, 2,5km de redes, além de 55 tarrafas, já foram apreendidas pela Patram (Patrulha Ambiental da Brigada Militar). Durante o período da piracema, que começou no dia 1° de novembro, é proibido pescar com redes.

Mesmo assim, 100kg de peixes já foram apreendidos e 16 pessoas foram presas pelo crime de pesca ilegal, que tem pena de três anos de detenção. Segundo o comandante da Patram de Tramandaí, o tenente Claudiomir da Silva Pedro, quando vivo o peixe é devolvido ao mar, e quando morto, passa por análise para depois ser doado.


Foto: Divulgação/BM

– Após laudo da vigilância sanitária, de um biólogo ou veterinário, nós doamos para instuições de caridade. Os que não passam, são doados para o Ceclimar para servir de alimentação para lobos marinhos ou pinguins – explica.

Volta a ser permitido pescar com redes no dia 31 de janeiro, desde de que o pescador tenha registro junto oficial do Ministério das Pesca e licença ambiental do Ibama. A pesca do camarão também estava proibida até semana passada. Antes disso, foram apreendidos 600kg foram apreendidos no Litoral Norte do Estado.

Fonte: Igor Carrasco | igor.carrasco@rdgaucha.com.br
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3183219.xml

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

MP sugere pesca em alto-mar para evitar risco de redes para surfistas

MP sugere pesca em alto-mar para evitar risco de redes para surfistas

Em 1° de novembro, o surfista Thiago Ruffato, 18 anos, morreu em Capão da Canoa enrolado em uma rede

O Ministério Público sugeriu na tarde desta terça-feira a criação de uma linha de financiamento do governo federal para a compra de botes para pesca em alto-mar.

A sugestão, anunciada pelo promotor Daniel Martini, em Capão da Canoa, é uma tentativa de evitar acidentes com redes de pesca envolvendo surfistas no Litoral Norte. Em 1° de novembro, o surfista Thiago Ruffato, 18 anos, morreu em Capão da Canoa enrolado em uma rede.

Com a pesca em alto-mar, é reduzida a permanência de cabos na praia, o que evitaria acidentes. Para reduzir conflitos entre as atividades de pesca e surfe, também será solicitado o fim do uso de redes durante o verão.

Os pescadores, representados pelo presidente da Colônia Z-30, Paulo Silva Mattos, dizem que os cabos não estão sendo usados desde 10 de dezembro, e que o uso só será retomado a partir de 10 de março.

Mattos é favorável ao uso de botes, mas não abre mão do uso das redes na praia. Ele diz que nem todos os pescadores têm condições de trabalhar em alto-mar.

O presidente da Federação Gaúcha de Surfe, Orlando Carvalho, defende o fim das redes e mais fiscalização nas áreas demarcadas para o surfe.

No encontro promovido pelo Ministério Público com pescadores, surfistas e prefeituras deve ser criada uma comissão para definir prazos para a aplicação das medidas


Maicon Bock, de Capão da Canoa | maicon.bock@zerohora.com.br

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

JA - Participação do Virgilio Mattos - Diretor de Segurança da FGS

Jornal do Almoço - 04/11/2010

Participação do Virgilio Mattos - Diretor de Segurança da FGS



Omissão e Erro

Placas que sinalizam áreas de pesca e de surfe em Capão estão guardadas em depósito As placas que poderiam ter impedido a morte de jovem estão em depósito por causa da burocracia.


Vejam a reportagem que saiu na Zero Hora: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3097899.xml

Gustavo Azevedo | gustavo.azevedo@zerohora.com.br - ZERO HORA

Estão em um depósito, na prefeitura de Capão da Canoa, as placas que poderiam ter salvo a vida do surfista Thiago Rufatto, 18 anos, morto no final da tarde de segunda-feira, ao ficar preso ao cabo de uma rede de pesca. Na areia, onde elas deveriam estar, postes nus são praticamente o único rastro da sinalização para avisar sobre as áreas destinadas à pesca.

A sinalização, que já poderia ter sido
instalada, está no depósito, longe das ondas, por causa da burocracia. Segundo o secretário de Turismo do município, André Avelino dos Santos, 12 placas novas chegaram na segunda-feira, depois de um processo de licitação que se estendeu por cerca de quatro meses.





A promessa é que sejam colocadas a partir de hoje.
— O material tem de passar por licitação. Houve recursos e demorou. O vencedor foi uma empresa de Santa Catarina, que só nos forneceu nesta semana – explicou Santos. Sem a placa, a vítima e seu grupo de amigos avançaram, sem perceber, para uma área restrita à pesca.

Com a forte correnteza, os jovens acabaram percorrendo quase dois quilômetros em direção ao norte e ultrapassaram o limite destinado a lazer e esporte.
Na divisa entre as áreas, restou apenas o poste, sem a placa que deveria alertá-los. Cerca de 200 metros adiante, am
arrado a um carretel de madeira, o cabo de pesca segue em direção ao mar e se perde 300 metros para dentro da água. A corda está no local correto, dentro do setor de pesca.

Cerca de 500 metros depois, há outro poste, também sem sinalização.
Numa orla de 19 mil metros, Capão tem metade da extensão destinada à pesca. A demarcação parece uma colcha de retalhos, transformando cada metro de praia numa arapuca. Na divisa de cada área, deveria haver placas e postes pintados com cores diferentes. Próximo da temporada de verão, poucas restaram. — O material foi furtado ou alvo de vandalismo. Fiscalizamos, mas é difícil controlar — afirma o secretário. O delegado de Capão, Heraldo Guerreiro, espera a necropsia para encaminhar o inquérito. Segundo ele, a prefeitura pode ser responsabilizada, se for comprovada a negligência.



Agora observem como esta a demarcação das áreas em Capão da Canoa:








Percebam como as áreas são "fatiadas" e se tornam verdadeiras aramdilhas no nosso mar que tem forte corrente.

Mesmo que houvesse sinalização efetiva e visível de dentro do mar, com a forte corrente, os problemas continuariam.

Existe um projeto na AL que destaca como área mínima para a prática de esportes, 2km contínuos, assim se minimizaria os problemas destas "fatias-aramadilhas" existentes hoje.

Porém entendo que a solução efetiva e única que estancaria as mortes é a proibição deste tipo des pesca no litoral do RS, claro que temos que propor alternativas para a subsistências dos pescadores, algumas já foram levantadas e propostas: pesca embarcadas, uso de reder apenas em zonas não urbanas, fazendas marinhas, etc...

De qualquer forma, não há atividade economica que se coloque acima de vidas que são tiradas ano após ano ...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FGSurf denuncia "omissão" de autoridades na questão das redes de pesca


Após morte de surfista, diretor Virgílio Matos diz que lei que rege o assunto não é cumprida

Se a lei que rege a presença de redes de pesca nas praias gaúchas fosse cumprida em Capão da Canoa, o jovem Thiago Ruffato não teria morrido. É o que diz o diretor de segurança da Federação Gaúcha de Surfe (FGSurf), Virgílio Matos. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quarta, o dirigente denunciou o que considera "omissão" das autoridades ao fazer cumprir a legislação.

– O que falta é a fiscalização. Nós temos a lei que determina as áreas nos municípios nos cento e poucos balneários no nosso litoral. Existe uma omissão da Brigada Militar e dos promotores do Ministério Público nas comarcas do nosso litoral, para atuar e cobrar das prefeituras as placas e o regramento – afirma o surfista.

De acordo com a Lei Estadual 8.676/88, todos os municípios banhados por mar, lagoas ou rios com praias devem demarcar os locais destinados à pesca, aos esportes e ao lazer por meio de balizas, placas e dizeres visíveis e permanentes. A fiscalização das áreas cabe às prefeituras e aos órgãos estaduais competentes. O que, segundo Matos, raramente ocorre no litoral gaúcho.

– A penúltima morte também aconteceu em Capão da Canoa. A Prefeitura de Capão da Canoa está sendo omissa em não demarcar estas áreas e informar a população, informar o próprio surfista e obrigar os pescadores a sinalizarem as redes com boias como diz a lei – diz o diretor, lembrando que as redes de pesca já causaram 49 mortes no Rio Grande do Sul.

Matos isenta a governadora Yeda Crusius de culpa, afirmando que a política não poupou esforços para resolver o problema. Ele admitiu, também, que houve omissão dos próprios surfistas, que não compareceram em peso às reuniões que tratavam do assunto.

– Todos culpam a governadora, mas ela teve o pulso forte para nos ajudar. Mas temos de fazer um mea culpa. Há pouco houve uma reunião na Assembleia Legislativa e foram apenas seis surfistas. Fomos omissos também – diz o dirigente.

Segundo ele, Yeda criou o programa Surfe Legal, reunindo representantes do Ministério Público, da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros e da Casa Civil. Porém, Matos lamenta que o projeto "não andou".

Reportagem no JA sobre a morte do Thiago Rufatto

Projeto: Salvem o Peixe-Homem

Projeto: Salvem o Peixe-Homem









Imagem: Designer Mateus Furian Müller


Domingo, dia 31/10, nossa omissão contribuiu para a 49ª morte no mar do Rio Grande do Sul.

A rotina ano após ano é mesma, mobilização de alguns membros do Surf Seguro RS (sempre os mesmos guerreiros), empolgação de um grupo de surfistas e familiares, algumas ações que vão se perdendo ao longo do tempo, políticos encostam-se ao movimento, a coisa parece que vai andar e .... nada!!

Ou pior nada não ... mais mortes !!!

Com esse histórico e essa rotina fica claro o descaso de todos os setores envolvidos, absolutamente todos.

A classe dos surfistas, bem como o Virgílio comenta, somos um "bando", desunidos e alienados aos problemas que nos afetam, e pior, problemas que nos matam ...

O poder público, como regra neste País, só trabalha pelo seu próprio interesse, o que dá voto, o que da mídia (boa mídia claro) e não esta nem aí para os demais segmentos.

Vejamos quantos projetos e programas têm apoio da mídia, de fortes patrocinadores, de órgãos públicos inclusive, e participação ativa de boa parte da população:

- Salve as baleias, os golfinhos, o peixe-boi, as tartarugas marinhas, etc, etc, etc ....

E nós peixes-humanos ? Quando teremos um mínimo de tratamento digno ? Quando deixaremos de ser pescados mortos por redes ? Quando deixaremos de ser presas ?

Claro que estes projetos são importantes, preservar as espécies e o meio ambiente, ninguém discute isso, seria estupidez e falta de visão sobre a natureza.

Mas é perfeitamente entendível que estas questões "politicamente corretas" são bonitas e apreciáveis, mobilizar botes, prefeituras e órgãos para salvar uma baleia, chama atenção, a mídia faz cobertura "in loco", a torcida é grande de todos pela vida do animal, lindo, compreensível e digno.

O que é indigno, é a omissão e a total falta de apoio e cobertura a matança ao peixe-homem... quem se importa como esse bicho ? Quem quer cobrir esta tragédia ? Quem quer aparecer ao lado dos familiares nessas horas de dor e comoção? Quem quer ter seu nome ligado a essa luta ?

Essa luta não tem lado certo ou errado, o errado é não lutar, é não participar, é se omitir.

Vamos lançar o Projeto Salvem o Peixe-Homem ...será que teremos adesões?

As prefeituras do litoral norte se engajarão ? As "Petrobras" tem interesse em ajudar a preservar esta espécie ? Algum político (alô deputados...) quer alavancar essa iniciativa ?

Fazemos parte deste ecossistema, tá certo que não temos o apelo emocional dos golfinhos, mas entre as tartarugas e baleias, será que não tem um espaço para nós ?

Por favor nos ajudem, o peixe-homem precisa ser protegido, mesmo com toda sua controvérsia, lembrem que este peixe-homem paga impostos, este peixe vota !!!

Salvem o Peixe-Homem!!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mais uma Morte em Redes de Pesca


Surfista gaúcho morre preso em rede no Litoral Norte

O estudante de administração de empresas Thiago Rufatto, 18 anos, morreu afogado em Capão da Canoa, na tarde de segunda-feira, quando a sua prancha enredou-se numa rede de pesca. Ele foi socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital Santa Luzia.

Filho mais novo do professor universitário Osmar Rufatto, Thiago, morador de Canoas, surfava com três amigos no entardecer de domingo ao deparar com um cabo de pesca. Todos superaram o obstáculo, menos Thiago.

— O meu filho ficou preso à corda — conta Rufatto, desolado, reproduzindo o que ouviu dos amigos do filho.

Naquele momento, Thiago, desesperado, começou a lutar pela vida.

— Os colegas dele contam que o Thiago afundava e a voltava à superfície. Fez isso algumas vezes, até que não voltou mais — detalhou o pai.

O sepultamento ocorreu às 17h desta terça-feira no Cemitério São Vicente, em Canoas.

Fonte: ZERO HORA