
Pessoal, a ONG que tanto lutamos esta acontecendo.
Será a ONG MAR SEGURO - INSTITUTO THIAGO RUFATTO.
Em seguida publicamos mais informações.

Vestindo camisetas com a foto do jovem, manifestantes saíram da plataforma de Atlântida e seguiram pela Avenida Paraguaçu em direção a Capão da Canoa.
Escoltados pela Brigada Militar, familiares e amigos do estudante de administração de empresas Thiago Ruffatto, 18 anos, protestaram por mais segurança no Litoral e pela fiscalização das redes de pesca. O movimento organizado pelas mães de jovens surfistas que também morreram em redes de pesca entoava a frase: "Discurso não, queremos solução".
O jovem Tiago Rufato, 18 anos, se afogou ao ficar preso numa rede de pesca, na tarde do dia 1º de novembro. Ele foi socorrido, mas chegou sem vida ao Hospital Santa Luzia.
Vestindo camisetas brancas com a foto de Thiago estampada, os manifestantes saíram da plataforma de Atlântida e seguiram pela Avenida Paraguaçu em direção ao centro de Capão da Canoa.
É um manifesto pela vida, contra redes no mar e pela segurança dos banhistas — afirmaram os tios do garoto Jean Marcel, 30 anos, e Fabiane Martins, 34 anos.
ROTINA TRÁGICA:
ABRIL DE 1988
Redes mataram 49 surfistas desde 1978, uma morte a cada oito meses. Alguns capítulos dessa história:
- Um surfista de 16 anos morre em Capão, dois meses depois de a prefeitura proibir a pesca por causa do risco para esportistas.
FEVEREIRO DE 1991
- Em pleno fim de semana de verão, Fábio Lima, 18 anos, morre em uma área não destinada à pesca em Balneário Pinhal.
JULHO DE 2002
- No mesmo fim de semana, dois surfistas morrem, um em Cidreira e outro em Nova Tramandaí. Os casos expõem a falta de fiscalização das áreas de pesca.
JUNHO DE 2004
- ZH noticia: “Surfista morre preso a cabo de pesca”. A vítima é Daniel Silva, 20 anos, morto em Rainha do Mar. O episódio revela o descumprimento da lei que prevê placas indicativas.
MAIO DE 2005
- Menos de um ano depois, o mesmo título se repete em ZH: “Surfista morre presa a cabo de pesca.” Dessa vez, a vítima é Júlia Rosito, 21 anos, morta em Cidreira.
ABRIL DE 2009
- Lucas Dias, 22 anos, morre em Capão Novo, e os surfistas desencadeiam mais uma campanha para melhorar a delimitação.
Abaixo fotos: Xandão (ondasdosul.com.br)








Importante: Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência!?!
Fomos recebidos no Gabinete do Deputado Brasil para uma entrevista previamente agendada com sua assessoria, sobre o conflito das redes ilegais de pesca e as mortes no surfe do RS.
Abaixo os principais trechos da entrevista.
1 - Blog: Deputado, qual a sua opinião sobre o conflito existente no litoral gaúcho onde o conflito entre redes ilegais e surfistas já fez 49 vítimas, todas de surfistas.
- Resposta: Lamento de todas as formas estas mortes, temos que buscar uma forma mais coesa de diálogo entre todos os envolvidos, seja pescadores, surfistas, familiares e poder público para que uma solução imediata aconteça.
Coloco-me a disposição para que tudo que estiver ao meu alcance na AL/RS, no apoio aos familiares, enfim a todos os segmentos envolvidos.
2 - Blog: Quais as medidas que estão sendo adotadas pelas autoridades para acabar com esta barbárie? Porque o descaso da Assembléia na votação para o aumento das áreas de surf?
- Resposta: Existe uma Lei que delimita as áreas, acredito que uma fiscalização mais efetiva e uma participação dos municípios seria uma primeira medida em caráter emergencial.
A votação aqui na AL depende de uma pauta que deve ser acertada previamente entre as lideranças dos partidos, acredito que em caráter de emergência, no máximo até o final do mês, devemos ter isto na pauta.
3 - Blog: Como se explica a existência deste tipo de pesca, com este tipo de rede, em um único Estado brasileiro, o Rio Grande do Sul, todos os demais Estados já solucionaram este problema, por que só aqui ainda persiste esta questão? Existe vontade política para buscar a solução?
- Resposta: Cada Estado tem a autonomia no tocante a regulamentação da pesca e de sua proibição, nosso Estado ainda esta buscando uma solução adequada a todos os interesses e criando alternativas que viabilizem tanto o esporte como a pesca.
4 - Blog: O que o Deputado acha das várias alternativas já proposta para a mudança na forma de pescar, para os verdadeiros pescadores, como “fazendas marinhas” ou até mesmo a “pesca embarcada”?
- Resposta: A pesca embarcada, alternativa utilizada na maioria dos outros Estados, tem um custo muito elevado e demanda saída para o mar que nem todas as praias possuem.
5 - Blog: Deputado foi buscado alguma linha de crédito para a pesca embarcada junto a Instituições? Quantos e qual o custo de financiar a pesca embarcada no RS? As autoridades já fizeram algum estudo neste sentido? E sobre as fazendas, alternativa proposta pela UFRGS/CECO os deputados conhecem o projeto?
- Resposta: [...] Silêncio
6 - Blog: Será que a custo desta solução para pesca embarcada é compatível com o valor das 49 mortes que aconteceram? Se as famílias se dispuserem cada uma a doar um barco com o nome da vítima para os pescadores, em sua opinião, este seria um custo justo?
- Resposta: [...] Silêncio
7 - Blog: Nos Estados Unidos, Estado do Arizona, um conflito semelhante aconteceu, nas montanhas deste Estado a caça é liberada em algumas áreas, porém existe um número de campistas que praticam esportes nas montanhas. Alguns caçadores avançaram na área de esportes alguns campistas avançaram na área de caça, pois a demarcação e fiscalização são complicadas. Decorre disso a morte de um campista atingindo por uma bala de um caçador. Minha pergunta é a seguinte: o Senhor acha que o Estado do Arizona deve proibir a caça ou aguardar com intermináveis discussões, a 50ª morte para somente então tomar uma decisão?
- Resposta: [...] Silêncio
8 - Blog: Em sua opinião qual atividade econômica justifica 49 vidas?
- Resposta: [...] Silêncio
Para encerrar, uma homenagem do Blog SURF SEGURO RS para todos os agentes da impunidade, da omissão e do descaso no nosso Estado:










